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Vendedor ambulante é assassinado em Alagoa Nova, na primeira noite da Festa da Galinha e da Cachaça

Redação Alagoa Nova Já | 5.9.16 | 0 comentários

No início da madrugada deste domingo (04/09) Breno Pereira da Silva, de 31 anos, foi assassinado a tiros no Centro de Alagoa Nova, cidade do Brejo paraibano, distante da Capital João Pessoa, 148,6 Km.

O crime ocorreu do lado da Escola Municipal Dr. Fernando Cunha Lima. Na cidade estava ocorrendo a abertura da Festa da Galinha e da Cachaça, o fato se deu nas imediações do evento e teria sido praticado, segundo especulações por “um homem alto, de calça jeans e camisa amarela”.

Segundo um cidadão que não quis se identificar, o irmão dele viu a cena e disse o seguinte: "esse rapaz Bruno, riu de um tropeço de um homem que ia passando, coisa boba mesmo. Daí o homem que tropeçou, se revoltou e começou a bater na vítima, que gritava muito pelo nome de uma comerciante local e pediu para que o homem não o matasse. Então o homem sacou de uma arma e deu várias coronhadas na cabeça da vítima. Depois o homem se fastou, porém, rapidamente retornou e saiu espancando e arrastando a vítima e ao chegar entre a escola e um restaurante ele atirou na vítima e saiu tranquilamente. Havia pessoas passando nas ruas ali perto, mas não dava pra fazer nada, a não ser ligar pra o 190 que não atendia. A Polícia Militar chegou rápido, mas não tinha mais o que fazer, o rapaz já estava morto. Foi triste, muito triste, muito violento tudo", desabafou o irmão da testemunha, mas que também não quis se identificar.


Na manhã do dia seguinte, a esposa de Breno, dona Marlene Sidronio, procurou nossa reportagem e informou que naquela noite, ela e o marido estavam na Festa da Galinha e da Cachaça vendendo amendoim, "olha a gente tava na festa, meu marido vendia amendoim, aí antes de 12h ele disse que ia em casa, eu disse Breno eu vou também, ele disse que eu ficasse com minha irmã. Então eu pedi de novo, mas ele disse, eu venho logo e saiu, eu fiquei olhando ele ir embora, eu queria ir. Passando pouco tempo, o telefone de minha irmã tocou e como o som é alto eu ouvi quando disseram mataram Breno, eu gritei, mataram Breno?  Aí sai correndo, cheguei lá e vi ele já no chão com uma papel em cima. A polícia disse, vá pra casa, não é seu marido não, eu disse é, ele estava com aquele casaco. Mesmo assim fui embora e logo depois vieram avisar que era Breno mesmo e precisavam dos documentos, foi muito triste. Breno parece que tava pressentindo que ia morrer. Esses dias estava sempre falando de morte e ainda falou que na quinta passada, um rapaz disse, quando ele estava na rua perto da Cagepa com nosso filho pequeno que só não matava ele ali, por causa do menino. Breno me disse e ainda completou já tem umas cinco pessoas querendo me matar, mas eu não sei o porque e nem quem são essas pessoas", disse ela desolada.

Breno Pereira da Silva, morava na rua Alvaro Leite, no Bairro Ulisses Guimarães, em Alagoa Nova, foi atingido com dois disparos de pistola “ponto 40” na cabeça. Deixou a esposa e dois filhos menores. Além de vendedor ambulante, ele era servente de pedreiro. O sepultamento foi hoje(05/08) a tarde no Cemitério local. Agora as investigações serão feitas pela Policia Civil. Qualquer informação que possa levar ao paradeiro do acusado ligar para o número 197.


Silvanna Ramos, com informações de Renato Diniz

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