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O Cantor paraibano Bia Brasil é agredido por segurança de boate em Campina Grande-PB e diz que foi vitima de homofobia e preconceito

Redação Alagoa Nova Já | 10.8.16 | 0 comentários

O cantor paraibano Bia Brasil, de 39 anos, residente no Bairro das Três Irmãs em Campina Grande-PB, denunciou crime de violência física e verbal sofrido por ele na madrugada do último dia 07 desse mês de Agosto, por um dos seguranças da Boate Vogue de Campina Grande, que fica na Avenida Floriano Peixoto. Ele classificou a violência sofrida como um crime homofóbico e preconceituoso.

Ao Portal de Notícias Alagoa Nova Já, o cantor informou que estava se divertindo com amigos, como normalmente faz na Boate Vogue e que em dado momento, mais precisamente por volta das 4h:00min precisou sair das dependências internas da Boate e se dirigiu a parte externa para atender um amigo, o que aconteceu rapidamente e ao tentar retornar para o interior da Boate, um segurança não deixou, exigindo um novo pagamento de entrada. O que foi contestado pelo cantor e rapidamente gerou um desentendimento entre ambos, nesse instante o segurança o segurou brutalmente pelo pescoço e o jogou no chão o surrando violentamente e proferindo palavras de baixo calão, entre elas, segundo o cantor, o segurança havia dito "além de aleijado você é viado", frisou ele.

Amigos do cantor Bia Brasil o socorreram para o Hospital de Trauma, no atendimento médico foi verificado além de machucões pelo corpo, especialmente na região da barriga e boca, uma fratura na sua perna esquerda, justamente a perna que ele tem deficiência física. A agressão foi registrada na Central de Polícia. O cantor já fez exame de Corpo Delito e entrará com uma ação contra a Boate Vogue. Porque segundo o cantor, "a dona da casa deve ser responsabilizada pela equipe que trabalha para lidar com o público que frequenta a casa de shows", disse ele.

Conforme Bia Brasil relatou em sua página da rede social facebook: ..."acredito que a mesma seja responsável pela qualidade de seus funcionários e a mesma colocou um segurança homofóbico pra trabalhar onde o mesmo me agredindo me chutando caído ao chão gritava me chamando de VIADO ALEIJADO...Absurdo o que viví naquele momento..Fiz meus exames de corpo delito, tive no hospital de trauma com muitas dores com o corpo muito machucado e coloquei um gesso na minha perna esquerda a qual tenho uma deficiência que chegou a fratura-la..ISSO PRA MIM FOI UMA CENA DE CRIME HOMOFÓBICO DO QUAL VIVÍ,num ambiente em que pensava eu que estava seguro por se tratar uma casa noturna de diversão para o nosso publico LGBT..Quero também dizer a Dona desta casa que infelizmente fui obrigado a prestar tal queixa, que vai para justiça e que a mesma procure conhecer melhor as pessoas com quem trabalha,pois segurança do tipo que me agrediu não e gente para trabalhar com o nosso segmento e poderá causar danos maiores podendo causar morte de algum lgbt"...disse ele.


Silvanna Ramos

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