­

RC diz que não mandou fechar delegacias, “a falta de delegados não foi na minha gestão”

Redação Alagoa Nova Já | 30.5.14 | 0 comentários

“Apesar de o Estado ter entraves, a Paraíba orgulha os paraibanos lá fora.”

“Não existe a possibilidade de se fazer boletim de ocorrência na madrugada. É uma mentira dizer que eu mandei fechar as delegacias”, foi a declaração feita pelo governador do Estado, Ricardo Coutinho, em entrevista, esta manhã (30), à Rádio Arapuã.

O governador explicou que, durante certo período, as delegacias abertas ficaram concentradas nas que funcionam 24 horas nos bairros de Mangabeira e Manaíra. “Porque as ocorrências são mínimas. O problema da falta de delegados, não foi criado na minha gestão. Não é verdade que as delegacias foram fechadas. Elas estão abertas. O que ocorreu foi uma deturpação do que acontece na prática”.

Na oportunidade, Ricardo fez questão de ressaltar o evento que acontece em Paris com a comunidade agropecuária da Paraíba, que celebra a conquista de área livre da aftosa. “Os limites financeiros do Estado são grandes, mas vamos fazer um Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração, dos servidores quando passar o período eleitoral. Passo a passo vou colocando em ordem, mesmo os recursos financeiros sendo finitos. Apesar de o Estado ter entraves, a Paraíba orgulha os paraibanos lá fora. A economia toda projeta um futuro bem melhor que o passado, com o aumento de receita. Boa projeção também no Comércio, Serviços, Turismo tem posição de destaque”, frisou o governador.

Obras

Ele falou também sobre as obras de infraestrutura que realizou durante o período que governou João Pessoa e também sobre as obras do Trevo de Mangabeira e do Viaduto do Geisel. “Mas infelizmente, tudo que você fizer aqui, vai soar como político. Sempre trabalhamos com força total”.

Decisão do TSE

Sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, de alterar o numero de cadeiras no legislativo para o pleito deste ano, Ricardo observou, “é muito ruim para a Paraíba, para a democracia. A Procuradoria Geral do Estado já recorreu ao Supremo Tribunal Federal para garantir a quantidade de representações que o Estado tem”, afirmou.

Contas do Governo e embates na Assembleia

“A oposição que fazem é muito dura, muito ferrenha. É oposição ao povo, não a mim, a realização desses debates. Nenhum governador teve as contas aprovadas dessa forma que eu tive. E porque o povo que foi transformado pelo Governo não pode ir à audiência? Eu fico indignado sim”.

Ricardo disse que a Assembleia deveria discutir as melhorias para o desenvolvimento real do Estado e não fazer uma política menor.

Pesquisas

Sobre os números nas últimas pesquisas, o governador disse que é vacinado contra. “É importante como instrumento, mas ela pode ser manipulada. Se fosse pelas pesquisas eu não teria sido eleito. A oposição investiu muito na tentativa de destruição da minha imagem pessoal. Não sei ser falso. Isso é não é compatível com a verdadeira política”.

E acrescentou, “o povo sabe que esse tipo de política não vale nada. Sei daquilo que fizemos e também sei da distancia que existe entre intenção de votos e aprovação na prática. Um governante precisa ir de acordo com o interesse do povo. Não tenho nenhum arrependimento nessa história. Faria novamente. Eu sei que a população está compreendendo”, garantiu Ricardo.

Ele disse ainda que, “no meio de alguns círculos que já têm preferências, vai reforçar a tese de que o Governo não dialoga, mas isso é natural se você já faz parte de um grupo”.

São João de Campina Grande

“O Maior São João do Mundo é muito grande para mentalidades tão pequenas. O que nos estamos fazendo é fortalecendo o evento, dando uma alternativa para as pessoas, com atrações mais próximas de seus bairros, com as melhores atrações”, enfatizou o governador.

De acordo com Ricardo Coutinho, quem critica o evento paralelo está usando o período eleitoral para distorcer o que, para ele, é um “esquenta” para fortalecer e complementar a festa no Parque do Povo. “Quem pode dizer que isso é ruim? Quem tem uma postura mesquinha e visão oligárquica”.



Fonte: Fabrícia Oliveira
WSCOM Online

Editorias:

0 comentários