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PROJETO RIO MAMANGUAPE-FASE II: Criação de Frango torna-se alternativa para agricultores do agreste paraibano

Redação Alagoa Nova Já | 25.3.14 | 0 comentários

Um estudo desenvolvido pela bióloga Josilda de França Xavier, doutora em Engenharia Agrícola, Técnica da Cooperativa de Projetos Assistência Técnica e Capacitação do Nordeste, (COOPACNE), através do Projeto Rio Mamanguape, resultou em um artigo científico. O trabalho mostrou que agricultores das cidades de Lagoa Seca e São Sebastião de Lagoa de Roça estão ganhando dinheiro com a criação e venda de frangos para o abate. 

O artigo será apresentado no ll Simpósio de Avicultura do Nordeste, que acontece de 26 a 28 de março no Hotel Ouro Branco em João Pessoa, capital paraibana. O tema do Simpósio será  “A avicultura cresce, o Nordeste aparece!”. O artigo tem como título: Importância da produção e comercialização da avicultura na agricultura familiar do Agreste Paraibano.

Para desenvolver o projeto, uma ajuda foi fundamental. Agricultores dessa região receberam incentivos da Petrobrás, através do Programa Petrobrás, para implantar um projeto de criação de aves. As comunidades escolhidas foram: Mamanguape e Retiro, ambas em Lagoa Seca, e Riacho Fundo em São Sebastião de Lagoa de Roça.

Com a ajuda do Projeto Rio Mamanguape, 24 famílias estão mudando um cenário, antes marcado pela falta de emprego e renda. A oportunidade aconteceu graças ao incentivo dados as famílias.
Somente em Lagoa Seca, 16 famílias foram beneficiadas. No total, os beneficiados receberam 1.600 aves. Os agricultores, além das aves, receberam um freezer horizontal para acondicionamento dos produtos, ração para os animais, milho e treinamento. 

Em São Sebastião de Lagoa de Roça, oito familias foram contemplados. Nesse município, a comunidade Manguape recebeu os benefícios. Cada família beneficiada recebeu 200 aves, 3 bebedouros infantil, 3 bebedouros tipo pendular, 2 comedouros infantil, 6 comedouro tubular, 1 campânula, 1 saco de ração pré-inicial, 3 sacos concentrado inicial, 17 sacos de concentrado crescimento/engorda, 30 sacos de milho em grão, vacina Newcastle e bouba, 2 sacos cal (10 kg) e 5 sachês de vermífugo. Cada família beneficiada recebeu do projeto Rio Mamanguape 200 aves em ponto de criação, chamada pintainhas pelos técnicos, além de três bebedouros.

Para se ter uma ideia da importância do projeto, de acordo com dados do artigo, das 16 famílias contempladas em Lagoa Seca, 10 chegam a produzir três mil aves ao final de 90 dias. Toda a produção é vendida para programas federais, feiras livres, supermercado e restaurantes da região. “Esse projeto tem uma importância significativa para as famílias contempladas, além de gerar emprego e renda, essas famílias estão tendo a oportunidade de melhorar a economia da região”, disse Josilda de França.


Assessoria de Comunicação da COOPACNE

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