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Lagoa Seca é palco da Reunião do Conselho Estadual da Cultura

Redação Alagoa Nova Já | 8.3.14 | 0 comentários

A Reunião do Conselho Estadual de Cultura foi realizada na manhã dessa sexta-feira (07) na Escola Marista de Lagoa Seca, Município do agreste paraibano, distante 130 Km da Capital.

Na reunião além dos Conselheiros e Conselheiras Estaduais, estavam presentes, o presidente do Conselho, o Secretário de Estado da Cultura Chico César, a vice prefeita do Município Eleuza Barbosa, o Secretário de Cultura do Município, e outros Secretários da Gestão Municipal, além do Diretor de Cultura do Município e do Assessor técnico da Secretária de Cultura (SECULT) Josafá de Oros, também estavam presentes jornalistas convidados, produtores culturais de outros Municípios e membros da sociedade civil organizada.

A reunião teve inicio as 9h:30min, ao som da Orquestra Fé e Vida, que executou alguns números musicais de Luiz Gonzaga, arrancando aplausos dos presentes. A abertura oficial foi feita pelo Chefe de Gabinete Rasak Sabino, que de inicio justificou a ausência do prefeito senhor José Tadeu de Luna, que em virtude de sua agenda administrativa na Capital não pôde está no evento, mas enviou o abraço a todos e manteve o compromisso de ajudar a alavancar a cultura do Município com as posses que dispõe e com os valores humanos em questão.

Para o diretor de Cultura Ulisses Santos Pereira, “cada passo dado no caminhar da cultura representa um avanço no engrandecimento e na valorização, é a alimentação diária do ser humano, que por seu saber e seu saber fazer, mantém a história do povo viva, o que constitui a verdadeira identidade de cada povo e que sendo Lagoa Seca um verdadeiro celeiro de artistas não pode ser diferente. As parcerias tem que ser mantidas, o Município deve se manifestar, o Estado deve cumprir sua parte, o Governo Federal também e cabe a maior fatia ao povo na sua essência e na vontade de se fazer crescer pela cultura, enquanto arte e conhecimento”, disse ele.

Segundo o Assessor Técnico da Secretária de Cultura de Lagoa Seca, Josafá de Oros, “o Brasil tem que deixar para trás a cultura do gerúndio de se fazer ser sempre o Brasil do futuro. Afinal se o futuro for deixado para ser pensado no futuro, tudo se perderá com mais rapidez e não restará nada para ser pensado ou feito, porque o presente já terá passado sem ter firmado parcerias, sem demarcar espaços, sem valorizar o saber e sem enfrentar desafios de fazer a cultura ser entendida em suas mais variadas formas”. Enfatizou.

Josafá de Oros ainda citou sua exposição Grandes Nomes da Paraíba, que apresenta para o conhecimento público folhetos de cordel e banners que falam e mostram poetas, cantores, cantadores, escritores, que em prosa e verso encantaram a Paraíba e consequentemente o Brasil e porque não dizer o mundo? Ele argumenta que “a cultura de tradição não pode ser esquecida, nem deve servir apenas de peça de museu, deve ser vida e latente em cada tempo, em cada época”.

O secretário de Estado da Cultura Chico César, em sua fala saudou a todos e falou de sua infância e juventude quando por vezes veio ao Convento Ipuarana. Saudou a Orquestra Fé e Vida, chamando de “a promessa de um grande sucesso, mantendo o compromisso de dialogar com o PRIMA visando a inclusão nesse programa de Governo que alcança êxito e reconhecimento”, disse ele. Citou sua satisfação em ver de perto a exposição de Josafá de Oros e manteve também o compromisso de apresentá-la inclusive a Secretária de Estado da Educação.

Para Chico César, a Cultura não é arte do entretenimento, é a arte da vivência, do conhecimento e do reconhecimento público. Falou das criticas sofridas ao focar na recente Secretária de Estado da Cultura e disseminar a ideia da separação entre o público e o privado. Gestores, artistas e o povo teciam criticas, que serviram de aprendizados e experiências, e veio mais tarde possibilitar certo entendimento. O foco permaneceu e as políticas públicas voltadas para cultura na Paraíba tem sido mantidas, tem avançado e tem dialogado constantemente com as mais diversas formas e expressões culturais”. Finalizou.

A vice-prefeita Eleuza Barbosa, saudou a todos e dirigiu-se especialmente a Chico César dizendo que, “o zelo que você tem pela cultura e pelos valores dessa, humanos ou não, mostra sobre tudo a essência de nossa identidade, e é por esses e outros motivos que a palavra de ordem deve ser parceria. Porque quando cada ente federado faz sua parte, o pouco se faz muito e o povo só tem a ganhar”. Frisou ela.

O Secretário de Cultura do Município Felinto Félix foi sucinto e se deixou a vontade “para trabalhar a Cultura onde cada ente federado cumpra com sua responsabilidade, para que cada vez mais os envolvidos em projetos culturais possam de fato  serem tratados e valorizados como merecem”. Disse ele.

A pauta da reunião seguiu tendo sido apresentado para a aprovação do Conselho Estadual de Cultura, o Edital do processo de eleição dos Conselheiros representantes da sociedade civil que irão compor o Conselho Estadual de Cultura. Deverão participar do processo as 12 Regiões Culturais, serão eleitos 12 membros, titulares e suplentes. As inscrições serão online pelo site do Governo da Paraíba, a partir do dia 10 deste mês de Março e serão encerradas em 21 do mesmo mês. A eleição ocorrerá dia 10 de Abril de forma presencial. Poderão votar e ser votados, pessoas ligadas à cultura comprovadamente e que tenham participado de Fóruns Culturais de suas regiões. 

O Edital foi aprovado com poucas alterações e a reunião deu-se por encerrada, tendo no final sido abrilhantada pelo Grupo Ypuarana de  Danças Populares.


Silvanna Ramos

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