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Alagoa Nova faz manifestação em favor da Paz

Redação | 26.7.13 | 0 comentários

À tarde desta quinta-feira (25) na cidade de Alagoa Nova, cidade do Brejo paraibano, distante 148,6 KM da Capital, foi marcada por uma mobilização em prol da Paz. O principal motivo é o aumento das mais variadas formas de violência. 

Nos últimos oito meses houve pelo menos 13 casos de arrombamentos a lojas e residências, em um deles com um agravante, a queima de uma loja de peças de motocicleta que fica ao lado da prefeitura municipal e deixou de prejuízo para o proprietário a soma de mais de 400 mil reais, em peças, equipamentos e veículos motorizados. Além disso, ocorreram cerca de 16 assaltos, e uma tentativa de arrombamento. Ainda 02 estupros, sendo um caso na zona rural tendo sido vítima uma idosa de mais de 90 anos e recentemente a vítima foi uma menina de apenas 07 anos de idade. 

Também foram registrados 08 assassinatos, de pessoas com idade variadas entre 11 e 44 anos. Vítimas de arma branca e arma de fogo. Somados a isso mais cinco tentativas de assassinatos, deixando algumas vítimas mutiladas.

Alguns desses casos com requintes de muita crueldade, a exemplo do assassinato de Melanne Galdino, que foi sequestrada, mantida em cárcere privado por algumas horas e morta com um tiro no ouvido pelo ex-namorado que ainda está foragido. 

Em Abril deste ano, Bruno Pereira Rocha, vigilante do matadouro público de Alagoa Nova, foi amordaçado, espancando, esfaqueado e degolado, revoltando a população da cidade. Os acusados foram presos, entre os três, há um menor de 17 anos.

Outro caso bárbaro que chocou o município foi o de Lucas Pereira de apenas 11 anos que foi levado pela mãe para os braços do assassino, foi amordaçado, teve o rosto desfigurado, um pé arrancado, sofreu perfurações pelo corpo e foi morto pelo amante da mãe, que também é acusada de ajudar no assassinato.

No último dia 13 deste mês de Julho Glayson Rodrigues de 26 anos foi assassinado por um amigo, em uma discussão banal, alvejado no centro da cidade por três tiros de revolver, o assassino está foragido.

Outros casos de assassinato foram os de um agricultor morto a facadas na zona rural de Alagoa Nova e mais quatro jovens Charles Barbosa, Jhonny de Bau, Thiago Pereirinha e o popular Rato. De todos os casos que aconteceram, os acusados ou estão foragidos, ou são menores, ou estão presos a disposição da justiça. Porém ninguém ainda foi julgado.

Para a população, o que não pode são os crimes ficarem impunes e as famílias ter que conviver com a perda de um ente querido sem ter como acreditar na justiça. Para a Organização do Movimento pela Paz, “a cidade tem que acordar e tem que clamar por justiça as autoridades competentes e tentar fazer com que os processos tenham mais celeridade. As vidas ceifadas não mais voltarão, mas a justiça deve ser feita para servir de alento as famílias e aos amigos das vítimas. Porque a segurança pública é direito de todos e dever do Estado, mas também um dever da população em cobrar que a segurança de fato aconteça”. Concluiu Adaires Rodrigues.

Silvanna Ramos

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